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É melhor de mãos dadas

Jornalistas de VEJA entrevistaram quatro economistas sobre o que mudou e o que não mudou nas sempre tensas relações entre a "mão pesada" do estado e a "mão invisível" do mercado — esta, a famosa expressão de Adam Smith, patrono da ciência econômica, para descrever o conjunto de empresas, capitalistas e consumidores. A conclusão deles é que estado e mercado são complementares, e não inimigos em luta de vida ou morte.

Vito Tanzi

O que resistiu ao tempo e às mudanças de conjuntura e não muda nas atribuições do estado?

Brasil tem elementos fortes para crescer, diz Mendonça de Barros

Juliana Garçon

Com a continuidade do aumento do poder de consumo da classe C - ainda que em menor escala que no período entre 2006 e 2010 -, o crescimento das exportações da cadeia de recursos naturais e expansão dos investimentos públicos na Copa do Mundo e Olimpíadas, o Brasil concentra elementos para alavancar o crescimento nos próximos anos, avalia o economista José Roberto Mendonça de Barros, secretário de política econômica da gestão FHC e um dos principais responsáveis pelo sucesso econômico da era tucana.

Governo estuda mudanças na previdência fechada

Por Thiago Resende e Lucas Marchesini | De Brasília

As empresas deverão ter regras mais rigorosas para fechar o plano de previdência privada dos seus funcionários. Uma proposta em análise pelo Conselho Nacional de previdência Complementar (CNPC) estabelece que os empregadores só deixem de depositar a contribuição patronal depois de autorização da Superintendência Nacional de previdência Complementar (Previc). Atualmente, esse aval não é necessário e, quando a empresa se retira do plano, este é encerrado.

País agora precisa vencer obstáculos

Entraves ao crescimento

O país avançou muito com o Real, mas, agora, precisa vencer obstáculos como a burocracia, carga tributária excessiva e infraestrutura precária

» VICENTE NUNES
» SÍLVIO RIBAS
» ROSANA HESSEL

Cada vez mais longe

VÂNIA CRISTINO

Os trabalhadores que estão na ativa que se preparem. O governo vai mesmo mudar as regras da Previdência Social. No lugar do fator previdenciário, a ideia é combinar tempo de contribuição e idade, de tal forma a atrasar a data da concessão do benefício. Já nas pensões, o Ministério da Previdência Social pretende, pelo menos, acabar com as chamadas fraudes legais, que permitem que, mediante uma única contribuição do segurado, a pensão seja paga pelo resto da vida. A expectativa do ministro Garibaldi Alves é que as mudanças já estejam valendo até dezembro.

Demografia ajuda educação

Cristiano Romero

Além de demagógica, a decisão da Câmara dos Deputados de aumentar para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) os gastos públicos com educação ignorou as transformações demográficas em curso no país. Com o envelhecimento da população, o número de pessoas em idade escolar está diminuindo. Apenas entre 2009 e 2011 houve queda de 1,8 milhão de matrículas na rede pública do ensino fundamental. Há mais de uma explicação para essa redução. A mudança demográfica é uma delas.

Divulgado salário de 700 mil servidores

Executivo divulga salários; com extras, ministros ganham mais que Dilma

Vencimentos de alguns auxiliares da presidente ultrapassam teto graças a jetons

André de Souza
Paulo Celso Pereira
GASTOS PÚBLICOS

Mudança à vista na aposentadoria

Geralda Doca
BRASÍLIA
GASTOS PÚBLICOS

Setor privado é diferente

BRASÍLIA . O debate atinge apenas os trabalhadores da iniciativa privada, vinculados ao INSS, pois os servidores públicos têm regras próprias de aposentadoria. No início de maio, a presidente Dilma sancionou nova lei que vai mudar totalmente a forma de contribuição dos servidores para a Previdência, criando o Regime de Previdência Complementar do Servidor Público da União. A lei autoriza a criação de três Fundos de Previdência Complementar (Funpresp), um para cada poder (Executivo, Legislativo e Judiciário).

Centrais criticam proposta de mexer na aposentadoria

SÃO PAULO . A CUT e a Força Sindical rechaçaram ontem negociação com o governo para estabelecer idade mínima para aposentadoria no INSS. O presidente em exercício da Força, Miguel Torres, classificou como traição a proposta do governo. As entidades alegam que a regra prejudica os trabalhadores mais pobres, que começam a trabalhar ainda adolescentes.