Notícias

Para analistas, medida impopular é a mais viável

Silvia Amorim

SÃO PAULO . Das medidas em discussão para acabar com o fator previdenciário no INSS, a adoção de idade mínima para a aposentadoria, embora impopular, é a mais viável para manter sob controle o déficit da Previdência. Esta é a opinião de especialistas em contas públicas ouvidos ontem pelo GLOBO.

Para o professor de finanças da Faculdade de Economia e Administração da USP José Roberto Ferreira Savoia, a idade mínima acabaria com as aposentadorias precoces:

INSS: sem idade mínima, governo vetará mudanças

Geralda Doca
Cristiane Jungblut
oglobo.com.br

Moody's corta nota de bancos brasileiros

Por Filipe Pacheco | De São Paulo

O rebaixamento das notas de alguns dos maiores bancos brasileiros anunciado pela Moody"s é decorrente das mudanças nos parâmetros da agência usados para classificar instituições financeiras em todo o mundo. Segundo Ceres Lisboa, analista do setor bancário da Moody"s no Brasil, os cortes não ocorreram por causa de uma possível deterioração da condição de cada banco.

Remuneração de aposentados é a bola da vez

» Josie Jeronimo

Além de inaugurar com método parcial de transparência a divulgação da remuneração dos servidores do Executivo, o governo ainda guarda informações sobre as despesas com aposentados e pensionistas da administração pública. O cronograma de abertura das informações da folha de pessoal prevê a publicação dos salários dos militares e auxílios alimentação e creche até 30 de agosto, mas a divulgação da listagem dos inativos e beneficiários de pensões no Executivo federal ainda está em estudo, sem data para ser liberada.

Custo da dívida espanhola é recorde

O custo dos empréstimos da Espanha subiu e voltou a atingir nível recorde ontem, após uma agência avaliadora de risco ter rebaixado as dívidas do país, em meio aos crescentes temores de que o pacote de resgate aos bancos domésticos possa não ser suficiente para evitar um caos econômico.

As taxas (ou rendimentos) dos bônus referenciais de dez anos da Espanha alcançaram ontem nível recorde, batendo em 7% - maior patamar desde a adoção do euro pelo país e que muitos analistas consideram insustentável.

As coisas podem piorar, e daí?

Gustavo Cerbasi
Escrevi este artigo antes de saber do resultado das eleições na Grécia. Não fui, portanto, influenciado pelo humor de mercado, por análises catastróficas ou pelas imagens de clientes enfileirados nas portas de bancos gregos na esperança de sacar seus últimos euros. Ou, talvez, nada disso aconteça -e o euro continue vigorando na Grécia. Os próximos dias dirão.

Governo quer limitar pensão por morte

O governo quer restringir a concessão de pensão por morte, que no Brasil custa anualmente aos cofres públicos 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 60 bilhões. Projeto de lei elaborado sobre o tema determina que, para ter direito de deixar pensão a dependentes, o segurado deverá contribuir para a previdência Social por pelo menos 12 meses. Hoje, basta fazer isso por um mês.

A solidariedade contra a crise

Em novembro passado, o economista, Mario Monti, de 69 anos, recebeu do presidente Giorgio Napolitano a incumbência de substituir Silvio Berlusconi como primeiro-ministro da Itália. Era e ainda é uma missão árdua. Até maio de 2013, ele tem de reavivar a terceira maior economia da zona do euro, politicamente desacreditada, mergulhada numa recessão grave, fortemente endividada e pouco competitiva. A aprovação popular da gestão de Monti, que já foi de 71 %, caiu para 34% neste mês, depois de reformas que incluíram o aumento de impostos e da idade para a aposentadoria.

Se aprovado, fim do fator previdenciário será vetado por Dilma

Por João Villaverde e Lucas Marchesini | De Brasília

Homenageados, bicampeões esperam pela aposentadoria

Carol Knoploch
SÃO PAULO. A comemoração não foi completa. Jogadores do Brasil que conquistaram o bicampeonato mundial, em 1962, foram homenageados ontem, na abertura de uma exposição sobre os 50 anos da conquista. Mas a premiação e a aposentadoria para os heróis no Chile, prometidas pelo governo, ainda não saíram do papel. E o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, admitiu: os valores só poderão ser pagos a partir de 2013.

- Está em fase de regulamentação. E tem a questão do ano fiscal, do orçamento - disse o ministro no evento de ontem, no Memorial da América Latina.