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"O endividamento dos brasileiros não é ruim"

ENTREVISTA CARLOS LESSA

Professor da UFRJ e ex-presidente do BNDES

"O empresário não faz investimento porque falta ao país um projeto nacional"

Nome forte do estruturalismo, Lessa diz que o modelo de incentivo ao consumo deu certo e não está esgotado. Pode ser virtuoso, mas não é suficiente. Com o mundo em crise, é preciso aumentar a taxa de investimento privado. E só acontecerá se o Estado abrir o caminho com projetos emhabitação, energia e transportes

O ralo de R$ 1,1 trilhão

Enquanto o Fundo de Pensão dos Servidores Públicos (Funpresp) não for instalado — o que está previsto para o fim deste ano — e não começar, gradativamente, a aliviar a contabilidade federal, o governo vai ter que continuar arcando com uma conta gigantesca, durante décadas, para pagar os atuais benefícios dos aposentados e pensionistas da União, assim como as novas aposentadorias dos funcionários que ainda estão na ativa. A fatura chega a R$ 1,1 trilhão num horizonte de 30 anos, segundo cálculos feitos pelo Ministério da previdência Social.

Dois modelos retóricos de crescimento

Por Alberto Carlos Almeida | Para o Valor, de São Paulo

O que você faria pelos seus filhos?

Gustavo Ioschpe

É melhor de mãos dadas

Jornalistas de VEJA entrevistaram quatro economistas sobre o que mudou e o que não mudou nas sempre tensas relações entre a "mão pesada" do estado e a "mão invisível" do mercado — esta, a famosa expressão de Adam Smith, patrono da ciência econômica, para descrever o conjunto de empresas, capitalistas e consumidores. A conclusão deles é que estado e mercado são complementares, e não inimigos em luta de vida ou morte.

Vito Tanzi

O que resistiu ao tempo e às mudanças de conjuntura e não muda nas atribuições do estado?

Brasil tem elementos fortes para crescer, diz Mendonça de Barros

Juliana Garçon

Com a continuidade do aumento do poder de consumo da classe C - ainda que em menor escala que no período entre 2006 e 2010 -, o crescimento das exportações da cadeia de recursos naturais e expansão dos investimentos públicos na Copa do Mundo e Olimpíadas, o Brasil concentra elementos para alavancar o crescimento nos próximos anos, avalia o economista José Roberto Mendonça de Barros, secretário de política econômica da gestão FHC e um dos principais responsáveis pelo sucesso econômico da era tucana.

Governo estuda mudanças na previdência fechada

Por Thiago Resende e Lucas Marchesini | De Brasília

As empresas deverão ter regras mais rigorosas para fechar o plano de previdência privada dos seus funcionários. Uma proposta em análise pelo Conselho Nacional de previdência Complementar (CNPC) estabelece que os empregadores só deixem de depositar a contribuição patronal depois de autorização da Superintendência Nacional de previdência Complementar (Previc). Atualmente, esse aval não é necessário e, quando a empresa se retira do plano, este é encerrado.

País agora precisa vencer obstáculos

Entraves ao crescimento

O país avançou muito com o Real, mas, agora, precisa vencer obstáculos como a burocracia, carga tributária excessiva e infraestrutura precária

» VICENTE NUNES
» SÍLVIO RIBAS
» ROSANA HESSEL

Cada vez mais longe

VÂNIA CRISTINO

Os trabalhadores que estão na ativa que se preparem. O governo vai mesmo mudar as regras da Previdência Social. No lugar do fator previdenciário, a ideia é combinar tempo de contribuição e idade, de tal forma a atrasar a data da concessão do benefício. Já nas pensões, o Ministério da Previdência Social pretende, pelo menos, acabar com as chamadas fraudes legais, que permitem que, mediante uma única contribuição do segurado, a pensão seja paga pelo resto da vida. A expectativa do ministro Garibaldi Alves é que as mudanças já estejam valendo até dezembro.

Demografia ajuda educação

Cristiano Romero

Além de demagógica, a decisão da Câmara dos Deputados de aumentar para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) os gastos públicos com educação ignorou as transformações demográficas em curso no país. Com o envelhecimento da população, o número de pessoas em idade escolar está diminuindo. Apenas entre 2009 e 2011 houve queda de 1,8 milhão de matrículas na rede pública do ensino fundamental. Há mais de uma explicação para essa redução. A mudança demográfica é uma delas.