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Relatório do FMI sobre o Brasil está defasado, diz o BC

Beatriz Abreu, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Luiz Awazu Pereira da Silva, disse que o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado na sexta-feira, 20, está defasado porque se refere a dados anteriores a maio, embora seja "bastante positivo e corrobore as análises do BC". A missão do FMI esteve no País de 7 a 22 de maio. "Os alertas do FMI em relação à economia brasileira estão sendo enfrentados pelo governo", disse.

Sedentarismo mata tanto quanto cigarro

MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO
A poucos dias dos Jogos Olímpicos de Londres, a revista médica britânica "Lancet" publicou uma série de estudos que escancara os problemas do sedentarismo, responsável por 5,3 milhões de mortes por ano no mundo.

Segundo os pesquisadores, a falta de atividade física pode ser considerada uma pandemia e é tão grave que diminui a expectativa de vida da mesma forma que o tabagismo e a obesidade. Está no sedentarismo a causa para 10% das doenças não transmissíveis, como diabetes, câncer e problemas cardíacos.

Jogando no ataque

Brasil S/A :: Antônio Machado

Desalentados com a frustração das medidas para agitar a economia e ansiosos por indicadores que sugiram a reversão do baixo-astral que contaminou o empresariado, os formuladores da política econômica, à falta de muito mais alternativas tópicas, estão debruçados sobre um conjunto de providências que produzirão efeito em 2013, mas, se bem amarradas, poderão mexer com o ambiente dos negócios já este ano.

Mínimo vai a R$ 667,75 em janeiro

LDO aprovada com mínimo de R$ 667,75

"O endividamento dos brasileiros não é ruim"

ENTREVISTA CARLOS LESSA

Professor da UFRJ e ex-presidente do BNDES

"O empresário não faz investimento porque falta ao país um projeto nacional"

Nome forte do estruturalismo, Lessa diz que o modelo de incentivo ao consumo deu certo e não está esgotado. Pode ser virtuoso, mas não é suficiente. Com o mundo em crise, é preciso aumentar a taxa de investimento privado. E só acontecerá se o Estado abrir o caminho com projetos emhabitação, energia e transportes

O ralo de R$ 1,1 trilhão

Enquanto o Fundo de Pensão dos Servidores Públicos (Funpresp) não for instalado — o que está previsto para o fim deste ano — e não começar, gradativamente, a aliviar a contabilidade federal, o governo vai ter que continuar arcando com uma conta gigantesca, durante décadas, para pagar os atuais benefícios dos aposentados e pensionistas da União, assim como as novas aposentadorias dos funcionários que ainda estão na ativa. A fatura chega a R$ 1,1 trilhão num horizonte de 30 anos, segundo cálculos feitos pelo Ministério da previdência Social.

Dois modelos retóricos de crescimento

Por Alberto Carlos Almeida | Para o Valor, de São Paulo

O que você faria pelos seus filhos?

Gustavo Ioschpe

É melhor de mãos dadas

Jornalistas de VEJA entrevistaram quatro economistas sobre o que mudou e o que não mudou nas sempre tensas relações entre a "mão pesada" do estado e a "mão invisível" do mercado — esta, a famosa expressão de Adam Smith, patrono da ciência econômica, para descrever o conjunto de empresas, capitalistas e consumidores. A conclusão deles é que estado e mercado são complementares, e não inimigos em luta de vida ou morte.

Vito Tanzi

O que resistiu ao tempo e às mudanças de conjuntura e não muda nas atribuições do estado?

Brasil tem elementos fortes para crescer, diz Mendonça de Barros

Juliana Garçon

Com a continuidade do aumento do poder de consumo da classe C - ainda que em menor escala que no período entre 2006 e 2010 -, o crescimento das exportações da cadeia de recursos naturais e expansão dos investimentos públicos na Copa do Mundo e Olimpíadas, o Brasil concentra elementos para alavancar o crescimento nos próximos anos, avalia o economista José Roberto Mendonça de Barros, secretário de política econômica da gestão FHC e um dos principais responsáveis pelo sucesso econômico da era tucana.